Sete dias entre Florença, as colinas do Chianti e as águas termais de Monsummano.
Olá, Frederico e Luana.
Aqui está o guia da viagem de vocês pela Itália. Tem o roteiro dia a dia, todos os vouchers para baixar, contatos dos hotéis, dicas práticas e sugestões de restaurantes.
Está organizado para abrir no celular e encontrar tudo na hora.
Qualquer coisa durante a viagem, me chamem no WhatsApp.
Vocês podem ler do começo ao fim como uma carta de viagem ou pular direto para o que precisarem.
Algumas sugestões antes da viagem — três livros, três filmes e a playlist que pensei junto com o roteiro.
Documentação essencial para entrar no espaço Schengen.
Válido por pelo menos 6 meses depois da data de retorno (21.05.2026). Recomendamos guardar uma cópia digital no celular.
Schengen exige cobertura mínima de €30.000 por pessoa. Levar a apólice impressa ou no celular, junto com o telefone de emergência da seguradora.
A imigração italiana pode pedir. Os vouchers da Arkheia (próxima seção) servem como comprovante.
Para Frederico, locatário do carro. Emitir a PID no Detran antes da viagem se ainda não tiver. Apresentar as duas no balcão da Sixt.
Pelo menos dois — a Sixt exige dois cartões em nome de Frederico para a categoria especial do Mercedes-Benz CLE Cabrio (um deles AMEX, Diners, Gold, Premier, Platinum ou Centurion).
Saquem euros pequenos no ATM do aeroporto para gorjetas e taxas locais. Cartão de crédito internacional funciona em quase tudo, mas algumas trattorias só aceitam dinheiro.
eSIM da Holafly ou Airalo funciona bem na Itália — ativem 24h antes para garantir.
Google Maps offline (baixar Florença e Toscana antes), FlightAware para acompanhar voos, FreeNow ou ItTaxi para táxis em Roma.
Itália usa três tipos de tomada (C, F, L). Adaptador universal Tipo F resolve a maioria. Voltagem 220V.
Os centros de Roma e Florença têm Zona de Tráfego Limitado. Não entrem com o carro — a multa é automática (€80 a €200 por entrada). O concierge do Minerva orienta sobre o estacionamento.
Farmácias italianas têm cruz verde luminosa. Em Florença, a Farmacia Comunale 13 (estação Santa Maria Novella) abre 24h. Emergência geral: 112.
Coisas que não estão em livro mas fazem diferença no dia a dia italiano.
Buongiorno até a hora do almoço, depois buonasera. Ao entrar em qualquer estabelecimento (loja, café, hotel), sempre cumprimentem — é o básico da cordialidade local.
Refeições são longas e sem pressa. Garçons italianos não trazem a conta sem ser pedida — peçam: "il conto, per favore". Pão é parte da mesa, não entra com manteiga. Cada região tem sua massa típica.
Cappuccino só pela manhã, antes do meio-dia. Depois disso, italianos só tomam espresso ou caffè macchiato. Nada impede vocês de pedirem cappuccino à tarde — só identifica o turista.
Ombros e joelhos cobertos para entrar (vale para basílicas, catedrais, capelas). Na dúvida, levem um xale leve na bolsa.
Não é obrigatória — italianos não têm cultura de gorjeta como em outros países. Em restaurante, se gostarem do serviço, deixem 5–10% ou arredondem a conta. Em táxi, arredondar.
Reservas em restaurante e em museus (Galleria dell'Accademia, Uffizi) são levadas a sério. Cheguem no horário marcado.
Cartão de bolso para os primeiros encontros do dia.
O roteiro está organizado por cidade. Em cada cidade, um pouco de contexto e os dias com horários marcados.
Check-in no Mercure Rome Leonardo da Vinci Airport. Recepção 24h, café da manhã incluso. O hotel tem restaurante próprio e fica a 4 km do FCO — não vale tentar ir ao centro de Roma com o cansaço da viagem e a ZTL no caminho.
Encontro no Fiumicino, retirada de bagagem e estrada para Florença pela A1 (~280 km / 3h). Pedágio de aproximadamente €25, pago no terminal por cartão. Vale parar para um café/almoço no caminho — Orvieto (~1h30 de Roma) é a parada clássica, com vista da catedral logo da saída da rodovia.
O Minerva tem serviço de valet em parceria com uma garagem no centro histórico — €45 a €60 por diária dependendo do modelo. A garagem fica aberta das 7h às meia-noite e registra a placa do carro para a entrada autorizada na ZTL, evitando multa automática. Combinem com a recepção na chegada — a entrega do carro depois leva cerca de 45 minutos, então vale pedir com antecedência quando forem usar.
Durante a estadia, os transfers da Visitando Italia (barco no Arno, Salvadonica, Antinori) e quaisquer outros guias serão recebidos no lobby do hotel. Os motoristas se identificam na recepção com os nomes de vocês e o horário marcado, e a recepção avisa por telefone no quarto quando chegarem.
Depois do barco, jantar perto do Minerva. Santa Maria Novella e o entorno têm boas trattorias de bairro. Para um jantar mais informal, atravessar para Oltrarno também é uma boa: o lado sul do Arno é menos turístico e tem opções autênticas. Sugestões na seção Restaurantes.
Duas direções a partir da Uffizi:
Opção 1 · Mercato Centrale di San Lorenzo — 10 min a pé. Mercado tradicional histórico no térreo (vale a visita só pelo ambiente, com bancas de queijos, embutidos, peixe e produtos frescos) e food hall no andar de cima com várias barracas de cozinha italiana. Almoço informal e descomplicado, e dá para conhecer um pedaço autêntico da Florença local.
Opção 2 · Oltrarno — atravessando a Ponte Vecchio. Lado sul do Arno, mais autêntico e menos turístico, com várias trattorias de bairro escondidas em vielas. Para um almoço rápido, Via dei Neri tem schiacceterias famosas para comer em pé.
Sugestões específicas na seção Restaurantes.
Algumas paradas para a tarde:
Officina Profumo - Farmaceutica di Santa Maria Novella (Via della Scala 16) — uma das farmácias mais antigas do mundo, em funcionamento desde 1221. Os frades dominicanos faziam essências, hoje é loja-museu de perfumes e cosméticos artesanais.
Buchette del vino (janelinhas do vinho) — pequenas aberturas em palácios renascentistas usadas no séc. XVII para vender vinho direto da casa nobre. Várias ainda em funcionamento — atravessem para Oltrarno e vocês recebem um copo de Chianti pela janela como antigamente.
Basilica di Santa Croce — a 10 min do hotel, abriga os túmulos de Michelangelo, Galileu, Maquiavel e Rossini. Fachada gótico-renascentista, frescos de Giotto.
Piazza della Signoria — museu a céu aberto com a Loggia dei Lanzi (esculturas), o Palazzo Vecchio e a cópia do Davi (o original está na Accademia, vocês veem amanhã).
Gucci Garden — na própria Piazza della Signoria. Complexo da Gucci com loja de artigos exclusivos, livraria, cafeteria, a Osteria do Massimo Bottura (uma estrela Michelin) e o Gucci Museum (entrada €8) — acervo com peças usadas por celebridades e salas interativas com projeções.
La Sorbettiera (Oltrarno) — gelateria menos turística, escondida, conhecida pelos sabores frescos e diários. Pistache e banana são referências.
Café da manhã sem pressa no terraço Le Terrazze, no topo do Minerva — vista do Duomo, vale subir cedo. Saída de Florença pela A1 em direção a Siena por volta das 10h30 — Monteriggioni fica a ~55 km / 55 min do hotel. Estacionamento gratuito fora das muralhas (vila inteira é só a pé).
Vila medieval murada erguida em 1213 pelos sienenses como posto avançado contra Florença. As 14 torres formam uma "coroa" perfeita visível do alto, citada por Dante no Inferno: "come Monteriggion di torri si corona". Pequena, dá para conhecer com calma em uma manhã.
Atrações no Bilhete Único (€5): caminhada pelas muralhas com vista 360º das colinas, Piazza Roma (centro da vila com a igreja românica), Museu "Monteriggioni in Arme" (armas e armaduras medievais). O bilhete dá direito também ao Museu Arqueológico em Abbadia Isola, a 5 min de carro. Bilheteria no Posto de Informações local. Horário: 10h–13h e 14h–18h45.
Almoço dentro das muralhas. A Piazza Roma e o entorno têm trattorias tradicionais com cozinha toscana — bistecca, pici cacio e pepe, ribollita. Pelo tamanho da vila, dá para escolher na hora.
Três caminhos a partir de Monteriggioni:
Voltar devagar para Florença — pela estrada cênica passando por Castellina in Chianti, parando em vinícolas pequenas no caminho.
Esticar até Siena (apenas 15 km / 20 min) — Piazza del Campo em formato de concha, Duomo gótico em mármore preto e branco, biblioteca Piccolomini com afrescos. Vale ao menos 2-3 horas se for incluir.
Esticar até San Gimignano (~45 min) — a "cidade das torres", 14 torres medievais ainda em pé. Gelato premiado da Gelateria Dondoli na Piazza della Cisterna.
Voltar mais cedo e ficar em Florença — se preferirem ritmo mais lento, vale conhecer o Palazzo Pitti e o Giardino di Boboli (jardim renascentista com vista do Duomo lá do alto). O Pitti tem várias galerias internas, e o Museu da Moda e Costume dentro do palácio reúne figurinos usados por estrelas de cinema, teatro e ópera.
Voltar para Florença a tempo do pôr do sol. Subir ao Piazzale Michelangelo (15 min de táxi do hotel) para a vista clássica da cidade. Dica menos óbvia: continuar subindo mais 5 minutos até a Basílica de San Miniato al Monte (igreja românica do séc. XI, vista mais bonita ainda, e às 17h30 os monges cantam vésperas em latim).
Jantar em Florença. Para uma noite especial, vale buscar uma das trattorias mais discretas no centro histórico ou em Oltrarno — algumas com atmosfera medieval e reserva preferencial. Para um aperitivo antes do jantar, Piazza Santo Spirito é o coração boêmio do Oltrarno, com bares e enotecas em prédios antigos. Sugestões na seção Restaurantes.
Café da manhã sem pressa no Le Terrazze. Check-out do Minerva até as 12h — pagamento da City Tax direto na recepção. Estrada para Monsummano (~50 km / 1h20 pela A11). Caminho passa por colinas e vinhedos — vale o conversível com capota baixa se o tempo permitir.
Check-in no Grotta Giusti a partir das 15h. Estacionamento gratuito, recepção 24h. A primeira coisa a fazer na chegada: reservar a sessão da gruta termal na recepção do spa — vagas se esgotam rápido na alta temporada.
Duas direções para o jantar:
No próprio resort — o Il Poeta Restaurant, dentro do Grotta Giusti, serve cozinha toscana refinada e tem jantar no jardim quando o tempo permite. Reservar com a recepção no dia anterior.
Sair do resort — vocês estão a 5-15 min de carro de centros toscanos com boa mesa: Monsummano Terme (5-10 min, jantar autêntico de bairro) ou Montecatini Terme (10-15 min, cidade termal mais elegante com restaurantes, bares e boutiques).
A Cantina Antinori nel Chianti Classico, em Bargino, é uma obra arquitetônica em si — boa parte enterrada em terraços de vinhedos, projeto do estúdio Archea. Dress code: confortável + elegante (sapato fechado é mais prático nos pisos de produção). Café da manhã leve antes ajuda a apreciar a degustação. Se quiserem comprar vinho diretamente na cantina, a Antinori envia para o Brasil mediante taxas — converse com o anfitrião sobre logística.
Retorno ao Grotta Giusti ~13h15. Vocês têm cerca de 3h até o início dos tratamentos termais às 16h40 — três caminhos a pensar:
Ficar no resort — almoço leve no Il Poeta Restaurant, piscina termal externa, jardim. O caminho mais tranquilo se a manhã da Antinori for densa.
Bate-volta a Pistoia (20-30 min de carro) — cidade histórica charmosa e menos turística, perfeita para um passeio cultural e almoço de qualidade no centro. Dá para fazer com folga e voltar a tempo dos tratamentos.
Bate-volta a Montecatini Terme (10-15 min) — cidade termal mais elegante, com cafés, boutiques e a Funicolare clássica que sobe a Montecatini Alto, vila medieval com vista panorâmica do vale.
Última noite no Grotta Giusti. Para uma noite tranquila depois dos tratamentos, aperitivo no terraço do hotel e jantar leve no Il Poeta Restaurant, dentro do resort. Se quiserem sair, Pistoia (20-30 min) tem boas opções no centro histórico, e Lucca (30-40 min) também é uma boa para um jantar fora — joia da Toscana com muralhas medievais.
Frederico tem manhã livre — café da manhã sem pressa, última volta na piscina termal externa. Check-out do Grotta Giusti até as 12h. Pagamento dos tratamentos termais e da Piloga é feito direto na recepção no checkout.
Estrada para Roma (~340 km / 3h30 pela A1). Pedágio aproximado €30. Duas paradas clássicas no caminho:
Orvieto (~2h30 de Monsummano, ~1h de Roma) — cidade umbra suspensa em uma falésia de tufo, com a famosa catedral gótica de fachada dourada. Almoço no centro histórico com vista da Piazza del Duomo. Parar 1h30 a 2h.
Bolsena (à beira do lago vulcânico de mesmo nome, ~3h de Monsummano) — vila quieta para um almoço junto à água, com peixes de água doce típicos da região.
Após chegada em GRU às 05h20, conexão de 4h40 no Terminal 1 da Azul. Voo AZ 6510 (operado pela Azul) das 10h00 até as 11h10 em Confins.
Curadoria curta de casas queridas pelos locais. Para os jantares mais procurados (La Giostra, Buca Mario, Trattoria Cammillo), reservar com 2 a 4 dias de antecedência.
Cozinha florentina sofisticada em ambiente medieval, à luz de velas. Pear ravioli e ossobuco são os clássicos. Reservar com antecedência.
Clássica do Oltrarno desde 1945, mesas pequenas e atmosfera de família. Peixe ao forno e bistecca alla fiorentina.
Pequena e íntima, sem reserva. Famosa pelo pollo al burro e a melhor bistecca alla fiorentina da cidade. A fila vale.
Querida pelos locais na Piazza della Passera. Pear ravioli é o clássico, lasagna também é referência. Mesas dentro e fora.
Almoço local desde os anos 1950, ao lado do Mercato Centrale. Mesas compartilhadas, ribollita e bistecca. Só almoço, sem reserva.
Histórica trattoria em uma adega do Palazzo Niccolini, atmosfera dos anos 1950. Lasagna excepcional, bistecca para dividir.
A schiacciata florentina viral, fila garantida. Chegar antes das 12h. Para um almoço rápido entre passeios — pedir La Favolosa.
Mercado tradicional no térreo, food hall no andar de cima — vários tipos de cozinha em barracas distintas. Almoço informal e descomplicado.
Pizza neoclássica em forno de lenha, formato coração se pedirem. Fila vale a pena.
Café histórico desde 1733. Cappuccino e cornetto no balcão como os florentinos.
A gelateria mais antiga de Florença (1929). Affogato e zabaione são os clássicos. Não tem casquinha — só copinhos.
Em frente à ponte que dá nome à casa. Sabores frescos e diários, fila boa mas rápida. Combinação de dois ou três sabores é o jeito certo.
Gelateria menos turística, escondida em Oltrarno. Sabores produzidos no dia. Pistache e banana são referências.
Wine bar pequeno a poucos passos do Ponte Vecchio. Vinhos italianos por copo, charcutaria e queijos. Mesas dentro e na ruela.
Janelinha do vinho histórica do séc. XVII ainda em funcionamento — vocês recebem um copo de Chianti pela janela como antigamente.
Bookstore-bar em Santo Spirito, vinis tocando, móveis vintage e coquetéis bem feitos. Aperitivo descontraído antes do jantar.
Restaurante interno do Grotta Giusti. Cozinha toscana refinada, jantar no jardim quando o tempo permite. Reservar com a recepção no dia anterior.
Açougue-restaurante de Dario Cecchini, o "açougueiro filósofo". Bistecca lendária, ambiente coletivo. ~1h de carro do Grotta Giusti, vale o desvio.
Três cidades, três deslocamentos por carro. A primeira hora de estrada é a mais cansativa do roteiro.
FCO → Florença = ~280 km / ~3h · Florença → Monsummano = ~50 km / ~1h · Monsummano → FCO = ~340 km / ~3h30
Todos os vouchers da viagem em PDF, prontos para baixar e guardar offline.
Lista completa em ordem de prioridade. Em caso de qualquer imprevisto, o WhatsApp da Arkheia é a primeira parada.
WhatsApp prioritário. Em caso de qualquer imprevisto na viagem.
Polícia, ambulância e bombeiros — número único europeu.
Para mudanças e imprevistos com voos da ITA.
Informações gerais do aeroporto.
Suporte 24h Sixt Itália. Em caso de pane, multa, ou incidente, ligar antes de qualquer ação.
Operação local dos passeios em Florença e Toscana (barco, Salvadonica, Antinori).
WhatsApp da operação local — preferencial para ajustes de horário ou pickups.
Recepção 24h.
Recepção 24h. Concierge para reservas em museus.
Recepção 24h. Reserva da gruta termal pela recepção.
Para situações com documentação, perda de passaporte, etc.
Aproveitem cada cidade. Estarei aqui se precisarem.